Samstag, 25. September 2021

Herolde des Evangeliums sollen Minderjährige entlassen


Vatikan weist Herolde des Evangeliums an, Minderjährige aus Häusern zu entlassen
 

Die Kongregation für die Institute des geweihten Lebens und die Gesellschaften des apostolischen Lebens hat verfügt, dass Minderjährige, die in Heimen der Herolde des Evangeliums leben, zu ihren Familien zurückkehren müssen.

Die Vereinigung bestreitet den Befund des Vatikans kategorisch und erhebt ihrerseits schwere Vorwürfe, bis hin zu juristischen Unregelmäßigkeiten, gegen die von Papst Franziskus beauftragte Visitation.

Das Dekret des Vatikans vom 22. Juni besagt, dass "alle Minderjährigen, die in irgendeiner Funktion in die private Vereinigung der Herolde des Evangeliums aufgenommen wurden oder die in Häusern, Schulen oder Internaten derselben Vereinigung oder in der Virgo Flos Carmeli und Regina Virginum wohnen, am Ende des Schuljahres zu ihren Familien zurückkehren und ihren jeweiligen Eltern anvertraut werden müssen".
CNA-Deutsch, 24.9.2021

 

Santa Sé manda menores internos dos Arautos do Evangelho voltarem para casa

REDAÇÃO CENTRAL, 08 Set. 21 (ACI-digital).- A Santa Sé determinou que “todos os menores de idade admitidos a qualquer título na Associação privada de Arautos do Evangelho ou que residam nas Casas, Colégios, Internatos da mesma Associação, ou nas Sociedades de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli e Regina virginum, ao final do ano letivo em curso devem voltar a viver com as suas famílias e serem confiados aos respectivos pais”. Após serem notificados, os Arautos apresentaram um recurso solicitando que a decisão seja revogada e apresentando o que afirmam ser “irregularidades e ilegalidades” do decreto.

O decreto, datado de 22 de junho de 2021, é assinado pelo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, cardeal João Braz de Aviz, e destinado ao cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo emérito de Aparecida (SP), nomeado comissário pontifício para os Arautos do Evangelho, em 2019.

Segundo o documento, a medida busca “permitir aos mais jovens o indispensável relacionamento com as famílias e com o objetivo de prevenir qualquer situação que possa favorecer possíveis abusos de consciência e plágio contra menores”. O decreto usa o termo “plágio”, num sentido que essa palavra tem em italiano, mas não em português: submeter um pessoa de modo a reduzi-la a estado de total sujeição, segundo o Código Penal Italiano.

O cardeal Aviz afirmou que a decisão foi tomada “à luz das informações recebidas pela Sé Apostólica; tendo em conta as numerosas comunicações aqui enviadas pelos pais das crianças e jovens inseridos na órbita da Associação Arautos do Evangelho, nas quais se lamentam que as famílias de origem são, na maioria das vezes, excluídas da vida dos seus filhos, e que os contatos com os pais não são suficientemente garantidos”. Disse que considerou também “o tipo de disciplina excessivamente rígida praticadas nas comunidades dos Arautos do Evangelho”.

A decisão da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica foi comunicada aos Arautos pelo cardeal Raymundo Damasceno em um decreto com data de 10 de agosto de 2021. “Que o Secretário Geral da Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício Arautos do Evangelho, em comum acordo com os Diretores das casas onde residam menores, definam e me deem a conhecer os procedimentos práticos e as medidas específicas para que a decisão seja cumprida dentro dos prazos estabelecidos”, afirmou o comissário pontifício.

A assessoria de imprensa dos Arautos disse à ACI Digital que, das “três entidades agrupadas sob o nome de Arautos do Evangelho” citadas pelo decreto da Santa Sé, isto é, a Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli, a Sociedade Feminina de Vida Apostólica Regina Virginum e a Associação Privada Internacional de Fiéis de Direito Pontifício Arautos do Evangelho, apenas esta última hospeda “menores adolescentes, com autorização escrita dos pais e/ou responsáveis, os quais detêm o poder familiar”. Afirmou ainda que “esta associação não possui colégios ou internatos” e que os colégios dos Arautos “são instituições civis e autônomas, inspiradas no carisma dos Arautos do Evangelho, cuja mantenedora se chama INEDAE, Instituto Educacional Arautos do Evangelho”.

Após serem notificados sobre o decreto da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, os Arautos do Evangelho apresentaram recurso, no dia 15 de agosto. No documento dirigido ao cardeal Aviz, os Arautos dizem “discordar de uma decisão equivocada”. Segundo os Arautos, “nenhum dos responsáveis” da associação “foi chamado a confrontar as denúncias”, o que lhes “concederia a possibilidade de defesa”. Além disso, afirmam que “igualmente não foram ouvidos os principais responsáveis legais pela educação de menores, ou seja, os pais daqueles que pela autoridade do poder familiar, ficam hospedados em casas dos Arautos do Evangelho”.

Segundo os Arautos, as denúncias feitas à Congregação da Santa Sé foram enviadas “em grande parte por pessoas que não são nem foram pais de menores cuja formação tenha sido encomendada” à Associação. Afirmam que as pessoas que realizaram tais denúncias também as encaminharam “às autoridades civis brasileiras”. A assessoria de imprensa dos Arautos informou que o inquérito que investigava abusos físicos e psicológicos cometidos contra menores de idade “já foi julgado e arquivado” pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, em 24 de agosto de 2021. “Ditas acusações, já escrutinadas pela justiça civil, resultaram improcedentes”, disse a assessoria da associação.

Um grupo de pais de estudantes que se hospedam nas casas dos Arautos do Evangelho realizou um abaixo-assinado com 2.583 assinaturas, protocolado na Santa Sé no dia 2 de setembro, segundo a assessoria de imprensa dos Arautos. No documento, os signatários desafiam a decisão do cardeal Braz de Aviz. Segundo eles, esta medida viola o “direito natural” dos pais sobre a educação dos filhos, bem como a legislação canônica e a legislação civil, que “garante o exercício do poder familiar”. Por isso, afirmam não aceitar a decisão de que os menores retornem para casa ao final do ano letivo.

Em um parecer sobre o decreto da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, os juristas Dircêo Torrecillas Ramos e Ives Gandra da Silva Martins afirmam que este “interfere em assuntos alheio ao Direito Canônico, qual seja, a formação intelectual, moral e religiosa de menores de idade no Brasil”. Segundo eles, a decisão “adentra uma seara cuja regulamentação e respectiva tutela são de atribuição de autoridades civis brasileiras”. Segundo os juristas, o decreto “viola a Lei Maior e as demais leis infraconstitucionais brasileiras; contraria o poder dos pais, o desejo dos filhos; não leva em consideração cursos que terminam em dezembro e outros em setembro, em prejuízo de todos”.

Além disso, declaram que “existem órgãos públicos, em especial as Secretarias Estaduais de Educação, os Conselhos Tutelares e o Ministério Público, que detêm atribuições específicas para fiscalizar a regularidade da vida escolar de crianças e adolescentes”. Entretanto, afirmam que até o momento estes órgãos “nada constataram que confirme as suspeitas genéricas constatadas” na decisão da Congregação.

O decreto da Santa Sé foi divulgado na imprensa brasileira em 3 de setembro, pelo site Metrópoles, que informou que o “Vaticano manda fechar colégios dos Arautos do Evangelho após ano letivo”. Em nota, os Arautos classificaram a informação como “falsa” e afirmaram que “esta prerrogativa é de atribuição dos órgãos vinculados ao Ministério da Educação, Secretarias Estaduais ou Municipais de Educação, após devido processo legal”.

Por sua vez, o Instituto Educacional Arautos do Evangelho (INEDAE) afirmou por meio de nota que os colégios citados por Metrópoles são administrados pelo INEDAE, que é uma “pessoa jurídica de direito privado”. “Como instituição de ensino, o INEDAE está submetido a autorização e avaliação de qualidade pelo poder público (Constituição Federal. Art. 209º), não pelo poder eclesiástico”, diz.

08 Set. 21 (ACI-digital)

Montag, 17. Februar 2020

Kardinal Damasceno besucht die Herolde des Evangeliums

 

Während seiner päpstlichen Vivisation bei den Herolden des Evandeliums spricht Kardinal Damasceno über die Kampagne der Brüderlichkeit (CF) 2020: "Brüderlichkeit und Leben: Geschenk und Verpflichtung

Brüder und Schwestern in unserem Herrn Jesus Christus, Gegrüßet seist du Maria!

Zu Beginn der privilegierten Fastenzeit schlage ich vor, dass wir uns gemeinsam auf die Hoffnung einstimmen, die das Volk Gottes immer gelebt hat: "Das Meer trockenen Fußes zu überqueren und sich auf den Weg zum gelobten Land zu machen".

Die Kampagne der Brüderlichkeit 2020 und auch das Liturgische Jahr, das wir gerade durchlaufen, führen uns dazu, uns besonders auf die Praxis des Mitgefühls einzustellen, eine Tugend, die als eine der erhabensten Gesten des christlichen Lebens bezeichnet wird. "Er sah und fühlte Mitleid" (Lk 10, 33-34).

Die Überlegungen, die ich anstellen möchte, gliedern sich in drei Momente:

1 - Lukas, der Evangelist der Barmherzigkeit;
2 - Brüderlichkeit: Gabe und Verpflichtung;
3 - Zärtlichkeit, die Praxis der Enthaltsamkeit in der Fastenzeit.

Diese drei Momente unserer Reflexion werden uns sicherlich helfen, die 40 Tage, die wir in der Fastenwüste verbringen werden, intensiver zu leben. Denken wir daran, dass der Weg lang und beschwerlich ist, aber dass der Herr uns während der Zeit in der Wüste wie das Volk Israel mit einer sanften Wolke am Morgen umhüllt, damit uns die starke Sonne nicht verbrennt, und mit einem süßen Licht am Abend, damit wir uns unterwegs nicht verirren.

1 - Lukas, der Evangelist des Mitgefühls

Wenn wir das Lukasevangelium in all seinen vierundzwanzig Kapiteln betrachten, stellen wir fest, dass jedes von ihnen uns das menschliche Drama eines Evangelisierenden zeigt, der in verschiedenen Situationen frustriert wird oder sogar scheitert. Kardinal Martini selbst beschreibt in seinem Werk El Evangelizador en San Lucas sehr genau die Schritte, die Jesus auf seinem Weg gegangen ist. Das gesamte Lukasevangelium zeigt uns den ständigen Weg des Mitgefühls Jesu: Jerusalem - Emmaus - Jerusalem.

Im Lukasevangelium erkennen die Jünger vom ersten Augenblick an, dass der Herr barmherzig und gnädig ist. Man könnte sagen, dass Psalm 103 die ganze theologische Bedeutung zum Ausdruck bringt, die das jüdische Volk den Taten der Barmherzigkeit beimisst und die Jesus selbst verkörpert: Er heilt all unsere Gebrechen, erlöst unser Leben, krönt uns mit Liebe und Barmherzigkeit, bringt Gerechtigkeit für alle, die unterdrückt werden. Die Liebe des Herrn besteht seit jeher und wird für immer bestehen (Ps 103,3.6.9-10). Einige Exegeten behaupten, dass sich in Psalm 103 Merkmale des Lukasevangeliums widerspiegeln, die wir vorwegnehmen. In der Tat hat die Liebe des Herrn zu uns allen von Ewigkeit her und für alle Zeiten bestanden.

Die Fastenzeit ist eine günstige Zeit, um über diese Liebe nachzudenken. Das gilt auch für das Liturgische Jahr, das wir leben. Die diesjährige Kampagne der Brüderlichkeit, die unter dem Motto "Brüderlichkeit und Leben: Geschenk und Verpflichtung" steht, basiert genau auf dieser Erfahrung des Mitleids: "Er sah ihn, hatte Mitleid mit ihm und kümmerte sich um ihn" (Lk 10, 33-34). Das Mitleid als Geste begleitet immer das Leben des Glaubens und verpflichtet uns gerade deshalb gegenüber dem Bruder, den wir sehen. Die Barmherzigkeit durchdringt jedes Kapitel des Lukasevangeliums, und die Tatsache, dass uns Kapitel 10 in dieser Fastenzeit vorgeschlagen wird, hilft uns, die Notwendigkeit zu erkennen, dass wir Barmherzigkeit erfahren müssen! Wir sind also eingeladen, barmherzig zu sein und das Mitgefühl der anderen zu spüren.

Heute sind wir zu sehr an Effizienz, an Ergebnisse und an alles, was mit Perfektion und Produktqualität zu tun hat, gewöhnt. Das Sehen und Fühlen ist in unserer Gesellschaft, selbst in unseren eigenen Gemeinschaften, etwas fast Ungewöhnliches geworden. Sehen erfordert ein tiefes und anspruchsvolles Maß an "Mitgefühl". (Vgl. Benedikt XVI., Predigt zum Aschermittwoch - 1. März 2006).

"Die Liebe, wie Jesus sie uns im Evangelium immer wieder vor Augen führt, muss sich in konkreten Gesten gegenüber dem Nächsten, vor allem gegenüber den Armen und Bedürftigen, niederschlagen, wobei der Wert der "guten Werke" stets der Aufrichtigkeit der Beziehung zum "Vater im Himmel" untergeordnet werden muss, der "das Verborgene sieht" und der all jene "belohnen" wird, die demütig und selbstlos Gutes tun (vgl. Mt 6,1.4.6.18). Die Praxis der Liebe ist eines der grundlegenden Elemente des Lebens der Christen, die von Jesus ermutigt werden, Licht der Welt zu sein, damit die Menschen, die ihre "guten Werke" sehen, Gott verherrlichen (vgl. Mt 5,16). Wie nie zuvor kommt uns diese Empfehlung zu Beginn der Fastenzeit sehr gelegen, denn wir verstehen immer besser, dass "für die Kirche die Nächstenliebe nicht eine Art von Wohlfahrtsaktivität ist..., sondern zu ihrem Wesen gehört, sie ist ein unverzichtbarer Ausdruck ihres Wesens" (Deus Caritas Est, 25, a). Wahre Liebe zeigt sich in Gesten, die niemanden ausschließen, nach dem Beispiel des barmherzigen Samariters, der mit großer Offenheit der Seele einem Fremden in Not half, den er 'zufällig' am Straßenrand traf (vgl. Lk 10,31)".

Einer der sichersten, wenn nicht der beste Weg auf dem Büßerweg ist der Angebot der Barmherzigkeit. Darin finden wir Zeit, unsere Spiritualität, unsere Erfahrung des Almosengebens und vor allem die Praxis der Werke der Barmherzigkeit während dieser vierzig Tage zu leben, die uns in gewissem Sinne in die Wüste führen, um dort unser inneres Leben zu überprüfen.

2 - Die Brüderlichkeit: Geschenk und Verpflichtung

Wir können uns auch in der Zeit des Fastens und der Enthaltsamkeit dafür entscheiden, ein unengagiertes und bequemes Leben zu führen, aber das würde unsere Zeit einfach unfruchtbar und sinnlos machen.

Die Fastenzeit stellt uns alle, ohne Ausnahme, vor unseren Bruder, der in einer Zeit des Leidens auf unterschiedliche Weise zu uns spricht. Ich kann nicht auf den Bruder verzichten, der mich mit seiner Gegenwart herausfordert und in Frage stellt. Die Geschwisterlichkeit verpflichtet uns in jeder Dimension unseres christlichen Lebens. Der Apostel Jakobus mahnt in seinem Brief: "Denn wer das Wort hört und es nicht tut, ist wie ein Mensch, der sein Gesicht im Spiegel betrachtet, sich selbst betrachtet und weggeht und sogleich vergisst, wie er aussieht" (Jak 1,24).

Viele denken, die Fastenzeit sei eine Zeit der Selbstbesinnung und sonst nichts; eine Zeit der Verschlossenheit und der Besonnenheit. Wir sehen so viele Menschen, die die Fastenzeit fern von der Praxis der Brüderlichkeit leben, ohne sich zu verpflichten!

In der Fastenzeit ist das Almosengeben eine Verpflichtung, das Gebet ist eine Verpflichtung, und auch das Fasten ist eine Verpflichtung. Alles in dieser Zeit spricht zu uns von dem Vorschlag, den der Herr uns macht, die guten Werke, die im Verborgenen getan werden, zu belohnen.

Bei seinen Besuchen in verschiedenen Ländern, in seiner Katechese und in seinen Predigten hat Papst Franziskus immer wieder auf diese doppelte Realität hingewiesen, die eine Einheit bildet: Brüderlichkeit und Engagement. Nur diejenigen, die Brüder sind, können sich engagieren.

Es gibt eine sehr schöne Katechese von Papst Franziskus über die Brüderlichkeit (18. Februar 2015), auf die wir zurückgreifen können, um unsere Überlegungen zur Brüderlichkeit zu vertiefen. Der Papst stößt uns schon zu Beginn der Katechese mit diesen Worten an: "Die brüderliche Bindung hat einen besonderen Platz in der Geschichte des Volkes Gottes, der seine Offenbarung in der lebendigen menschlichen Erfahrung erhält. Der Psalmist besingt die Schönheit des brüderlichen Zusammenlebens: "Siehe, wie schön und lieblich ist es, wenn Brüder beieinander wohnen" (Ps 132,1). Und das ist wahr, Brüderlichkeit ist schön! Auch Jesus Christus hat diese menschliche Erfahrung, Brüder und Schwestern zu sein, zu ihrer Fülle gebracht, indem er sie in trinitarischer Liebe aufnahm und sie so stärkte, dass sie weit über verwandtschaftliche Bindungen hinausgeht und jede Mauer der Entfremdung überwinden kann".

Gelebte Brüderlichkeit ist jedoch mit vielen Herausforderungen verbunden. Die Heilige Schrift selbst bietet uns bezaubernde Seiten der Brüderlichkeit neben dramatischen Berichten über Neid und brüderliche Spaltung. Die tragische Geschichte von Kain und Abel lehrt uns, dass das Gute unter Brüdern nicht selten statt zu Freude zu Traurigkeit führen kann; statt Dankbarkeit zu wecken, kann es Eifersucht, Neid und Rivalität hervorrufen.

Zum Abschluss unserer Überlegungen zu Brüderlichkeit: Geschenk und Verpflichtung können wir feststellen, dass mein Bruder mich immer herausfordert, oder besser noch, dass mein Bruder mich immer dazu bringt, mich zu verpflichten. Leben wir diesen Vorschlag des Engagements intensiv, und wir werden in der Lage sein, diejenigen zu sehen, die uns zur Seite stehen.

3 - Zärtlichkeit, die Praxis der Enthaltsamkeit in der Fastenzeit

Es ist immer gut, sich an die Bedeutung des lateinischen Begriffs abstinentia zu erinnern, der den Verzicht auf Begierden bezeichnet. Schon Epitheton selbst sprach von Enthaltsamkeit und Ausharren. Die von Jesus vorgeschlagene Enthaltsamkeit entspringt einer inneren Haltung, die über den bloßen Appetit hinausgeht. Ein Herz, das von innen her bereut, ist bereits ein bußfertiges Herz und dem Herrn wohlgefällig. Die Zärtlichkeit ist nicht zu verwechseln mit der Sentimentalität derer, die meinen, der Herr freue sich über "Werke der Nächstenliebe", die nur aus der Motivation heraus getan werden, etwas um des Tuns willen zu tun. Nein, die Zärtlichkeit als Tugend entspringt der klaren und aufrichtigen Überzeugung derer, die erkennen, dass Gutes zu tun etwas Anspruchsvolles ist und dass vor allem die Leidenden und die Trauernden sowohl eine Geste brauchen, die zärtlich genug ist, als auch eine Geste, die gewissermaßen "männlich" ist.

Auf dem Kreuzweg haben wir zwei große Figuren, die mit Zärtlichkeit ausgestattet sind. Veronika, die das blutige Gesicht Jesu abwischte, inmitten seiner eigenen Henker, die ihn geißelten, und Simon von Cyrene, der, ohne die Folgen seiner Tat zu bedenken, Jesus half, das Kreuz zu tragen. Die beiden genannten Personen führen uns unmittelbar dazu, die Gesten des Mitgefühls zu entdecken, die wir den Menschen um uns herum zeigen können. Hier liegt die wunderbare Gelegenheit dieses liturgischen Jahres. Drei Verben motivieren uns, Zärtlichkeit zu erfahren und ständig zu praktizieren: sehen, mitfühlen und sich kümmern.

In so schwierigen Zeiten wie den unseren ist gelebte Zärtlichkeit viel mehr als eine Form der Fürsorge oder der Lebensberatung, um gute Ergebnisse wie im Verkauf großer Unternehmen zu erzielen. Zärtlich zu sein bedeutet, so zu leben, wie unsere Heilige Dulce dos Pobres gelebt hat, mit Nächstenliebe und Zärtlichkeit, mit einem Lächeln, das überhaupt nicht konventionell und schon gar nicht werbewirksam ist. Unser Lächeln sollte aus dem Bedürfnis der Welt nach Zärtlichkeit geboren werden. Leben wir also die Gnade der Zärtlichkeit als ständige Realität der Praxis der Barmherzigkeit.

Es lohnt sich, daran zu erinnern, was Papst Franziskus in seiner Bulle zum Außerordentlichen Jahr der Barmherzigkeit mehr als einmal unter Bezugnahme auf den heiligen Johannes Paul II. und seine Enzyklika Dives in Mericordia in Erinnerung gerufen hat: "Die Barmherzigkeit ist in Vergessenheit geraten." Der heutige Mensch hat vergessen, dass Barmherzigkeit praktiziert werden kann, und hat sich für Aggressivität und Rache entschieden, oder besser gesagt, dafür entschieden. Angesichts dieser Realität ist es laut Papst Franziskus dringend notwendig, die Christen zu inspirieren und zu motivieren, Barmherzigkeit zu üben.

Es ist also dringend notwendig, dass Mitgefühl und Barmherzigkeit Hand in Hand gehen, so wie es dringend notwendig ist, dass Gesten der Zärtlichkeit von uns allen zunehmend anerkannt werden. Ein konkreter Schritt, den wir tun müssen, ist daher, aus unserem ständigen Individualismus und Narzissmus herauszukommen.

An diesem Punkt unserer Überlegungen können wir uns fragen: "Was sollen wir tun, wenn ich durch meinen eventuellen Individualismus und Narzissmus Gefahr laufe, mich in meinem eigenen Wesen zu verlieren?" Wir müssen sehr aufmerksam auf diese Frage achten, weil wir oft denken, dass wir alles haben oder alles besitzen und dass wir deshalb nie an den Rand einer gefährlichen Straße geraten, wo wir beraubt oder in einschränkende Situationen gebracht werden könnten.

Der Individualismus schließt jeden in seiner eigenen Welt ein und macht ihn unfähig, den Blick auf den anderen zu richten. Um den Individualismus zu überwinden, hat Papst Franziskus das Jahr der Barmherzigkeit ausgerufen, mit der Absicht, eine Art weltweite Begegnung der Menschen untereinander und aller mit der Barmherzigkeit des Vaters zu fördern.

Mit dem Jahr der Barmherzigkeit hat Papst Franziskus uns den Vorschlag gemacht, auf die Verwundeten zuzugehen, auf diejenigen, die sich aus irgendeinem Grund vom Antlitz Gottes entfernt haben und sich wieder von ihm geliebt fühlen müssen. Die Kirche, so betont der Papst, hat die Aufgabe, die Menschen aufzunehmen. "Lasst uns unsere Hände noch näher zu den Bedürftigen ausstrecken." Die Überwindung des Individualismus wird ein ständiges Erfordernis unseres Christseins sein, das wir immer in Gemeinschaft leben wollen.

Aus dem oben Gesagten schließen wir, dass die Praxis der Zärtlichkeit von entscheidender Bedeutung ist, weil sie uns unmittelbar auf den anderen ausrichtet. Das ist es, was wir im Gleichnis vom Samariter sehen. Der Christ kann nicht sein ganzes Leben lang so tun, als würde er den anderen nicht sehen. Diese Haltung entspricht der des Priesters und des Leviten, die vielleicht besser als alle anderen wussten, dass sie Öl und Wein auf die Wunden auftragen mussten, es aber vorzogen, den Weg zu "ändern", indem sie so taten, als hätten sie niemanden gesehen.

Wir kommen jetzt zum Ende unserer Überlegungen. Dies ist der Moment, eine Handlung zu wählen, die in dieser Fastenzeit in die Praxis umgesetzt werden soll. Ich schlage vor, dass wir diese Zeit in Gesellschaft der Mutter der göttlichen Zärtlichkeit leben, derjenigen, die alle Wunden heilt. Sie verstand es, von Bethlehem nach Ägypten zu gehen und ohne Kummer nach Nazareth zurückzukehren.

Maria weiß sehr wohl, dass ihre Söhne und Töchter ihre mütterliche Zärtlichkeit, ihre Güte, ihre Begleitung und ihre konkreten Gesten brauchen, die die Menschen zusammenbringen, um immer menschlicher und barmherziger, mitfühlender und großzügiger zu werden.

Ich wünsche Ihnen eine Fastenzeit, die von der Liebe der göttlichen Zärtlichkeit unseres Vaters, des Schöpfers, seines Sohnes, des Erlösers und des Geistes getragen wird, der mit seinem Balsam alle Rauheit und Härte aus unseren Herzen entfernt. Gott segne Sie alle,

Caieiras- SP, Februar 2020
Erzbischof Raymundo Kardinal Damasceno Assis
Emeritierter Erzbischof von Aparecida (SP)
Kommissar für die Herolde des Evangeliums

 

Em visita aos Arautos, cardeal Damasceno fala sobre a CF 2020
“Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”
Ao iniciarmos o tempo privilegiado da Quaresma, proponho-lhes que, juntos, nos coloquemos em sintonia com a esperança desde sempre vivida pelo Povo de Deus: “Atravessar o mar a pé enxuto e iniciar um caminho rumo à Terra Prometida”.
CNBB, 27.02.2020

 

Donnerstag, 13. Februar 2020

Herolde des Evangeliums stellen ihre Position gegenüber dem Vatikan klar



Die Herolde des Evangeliums, eine private Vereinigung der Gläubigen päpstlichen Rechts, haben kürzlich ihre Position bezüglich der Entscheidung des Vatikans, sie einem Päpstlichen Kommissar zu unterstellen, dargelegt.
In einem Kommuniqué, das am 12. Februar veröffentlicht wurde, versicherten die Herolde des Evangeliums, dass "die Herolde die Untersuchung von Anfang an akzeptiert haben."
"Nach der offiziellen Mitteilung des Dekrets haben sie jedoch festgestellt, dass es einen schwerwiegenden Fehler enthält, der das Dekret teilweise ungültig und unanwendbar gemacht hat. Daraufhin wandten sie sich an die Kongregation für die Institute des geweihten Lebens und die Gesellschaften des apostolischen Lebens und beriefen sich auf diesen Umstand und auf andere kanonische Unregelmäßigkeiten, die begangen worden waren", Betonten sie.
"Damals wurde um einen Dialog mit den Behörden der Kongregation gebeten. Einerseits änderte die Kongregation das Dekret, andererseits gewährte sie den Dialog nicht", erklärten sie.


Arautos do Evangelho esclarecem posição frente ao Vaticano
          
A Associação Privada de Fiéis de Direito Pontifício Arautos do Evangelho esclareceu recentemente sua posição frente à decisão do Vaticano de lhes designar um Comissário Pontifício.
Em um comunicado publicado em 12 de fevereiro, os Arautos do Evangelho asseguraram que "desde o princípio, os Arautos aceitaram o comissariado".
“Entretanto, a partir da comunicação oficial do Decreto perceberam a existência desse grave erro que o invalidava parcialmente e o faz inaplicável. Recorreram, então, à Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, alegando esse dado e outras irregularidades canônicas que haviam sido cometidas”, assinalaram.
“Na ocasião, foi pedido um diálogo com as autoridades da Congregação. Por um lado, a Congregação alterou o Decreto; por outro lado, não concedeu o diálogo”, indicaram.
13 Fev. 20  (ACI-Online)

Nota de esclarecimento a respeito do comissariado dos Arautos do Evangelho
Os Arautos do Evangelho esclarecem a respeito do comissariado e afirmam que: continuam na mesma disposição inicial, ou seja, a de aceitar, em espírito de comunhão com a Santa Igreja, todas as disposições canônicas que legitimamente se apliquem.
Arautos.org, 12/02/2020

Klarstellung zur Inspektion der Herolde des Evangeliums
Lassen Sie uns zunächst die Fakten klären: Der Generalpräsident der Herolde des Evangeliums, Felipe Lecaros Concha, erhielt ein Schreiben vom 13. Januar 2020 von Erzbischof Carballo, Sekretär der Kongregation für die Institute des geweihten Lebens und die Gesellschaften des apostolischen Lebens (CIVCSVA). Dem Schreiben war ein Anhang beigefügt, in dem die ausdrückliche Genehmigung des Errichtungsdekrets durch den Papst bestätigt wurde, und zwar mit dem von ihm selbst handschriftlich verfassten Satz: " Genehmigt in besonderer Form", mit seiner Unterschrift unmittelbar darunter.

Die Genehmigung in besonderer Form war in der ersten fehlerhaften Fassung des Dekrets erwähnt worden, da sie sich auf die öffentliche Vereinigung der Gläubigen, die Herolde des Evangeliums, bezog, während es sich in Wirklichkeit um eine private Vereinigung handelte; daher enthielt das Dekret einen wesentlichen Fehler in Bezug auf den Namen und den rechtlichen Charakter der Vereinigung.  

Von Anfang an akzeptierten die Herolde das Kommissariat. Nach der offiziellen Mitteilung des Kommissariatsdekrets stellten die Herolde jedoch einen schwerwiegenden Fehler fest, der das Dekret teilweise ungültig machte. Sie wandten sich daraufhin an die Kongregation und beriefen sich auf diesen Umstand und andere kanonische Unregelmäßigkeiten, die begangen worden waren. Bei dieser Gelegenheit wurde ein Dialog mit den zuständigen Behörden gefordert. Einerseits änderte die Kongregation das Dekret, andererseits gewährte sie diesen Dialog nicht. In Anbetracht dieser Tatsache und der Tatsache, dass das Dekret in besonderer Form von Papst Franziskus gebilligt wurde, bleiben die Herolde bei ihrer anfänglichen Haltung, d.h. sie akzeptieren im Geist der Gemeinschaft mit der Heiligen Kirche alle kanonischen Bestimmungen, die rechtmäßig gelten.

São Paulo, 12. Februar 2020
Felipe Lecaros Concha - Generalpräsident

Dienstag, 4. Februar 2020

Papst bestätigt Intervention bei "Herolden des Evangeliums"

Domradio, 03.02.2020
Franziskus greift ein
Papst Franziskus bestätigt die vatikanische Intervention bei den "Herolden des Evangeliums". Anlass für die im Juni 2017 begonnene Untersuchung waren unter anderem Unzulänglichkeiten beim Leitungsstil sowie finanzielle Unregelmäßigkeiten.



Auch bei der Anwerbung und Ausbildung neuer Mitglieder soll es Unregelmäßigkeiten gegeben haben. Zudem gibt es aktuelle Medienberichte über mögliche Missbrauchsfälle und irreguläre Glaubenspraktiken in den Reihen der Gemeinschaft.

Wie die spanische Zeitschrift "Vida Nueva" am Montag berichtet, wandte sich das Kirchenoberhaupt Mitte Januar in einem Schreiben an die aus Brasilien stammende geistliche Bewegung. Darin bestätigte Franziskus den Angaben zufolge, dass die Gruppe unter der kommissarischen Leitung des früheren Erzbischofs von Aparecida, Kardinal Raymundo Damasceno Assis, stehe.

Vereinigung päpstlichen Rechts

Eine entsprechende Entscheidung war bereits im September nach einer gut zweijährigen Untersuchung getroffen worden. Die Herolde lehnten dies damals unter Verweis auf "fundamentale Formfehler" ab. So sehe sich die Gemeinschaft, anders als im Vatikan-Dekret beschrieben, als "private Vereinigung von Gläubigen".

Eine solche sei rechtlich unterschiedlich zu beurteilen, hieß es. Darum sei das Dekret aus Rom ungültig. Die vatikanische Ordenskongregation hatte die Herolde als "internationale öffentliche Gläubigen-Vereinigung päpstlichen Rechts" bezeichnet.

Die 2001 gegründeten "Herolde des Evangeliums" (Arautos do Evangelho) sind laut Vatikan-Angaben eine Vereinigung päpstlichen Rechts. Ihre zölibatär lebenden Mitglieder widmen sich nach eigener Aussage der Neuevangelisierung, also der Verkündigung der christlichen Botschaft in eher säkularem Umfeld.

In Deutschland war die Gruppe Anfang der 2000er Jahre für kurze Zeit im Bistum Regensburg aktiv. Äußerlich erkennbar sind sie an braun-weißen Kutten, die mit einem rot-weißen Lilienkreuz auf der Brust an mittelalterliche Ritter erinnern.

Mittwoch, 6. November 2019

„Herolde des Evangeliums“ widersetzen sich dem Vatikan


Die Tagespost, 5.11.2019
Herolde im Visier
Eine brasilianische geistliche Gemeinschaft widersetzt sich dem Vatikan.

Charakteristisch treten die Herolde in ritterlicher Tunika und Stiefeln auf. Militärischer Stil und ein Hang zur Repräsentation ließen schon länger Spekulationen in konservativen Kreisen ins Kraut schießen, ob nach den Franziskanern der Immakulata auch die aus Brasilien stammende Bewegung „Herolde des Evangeliums“ einer kommissarischen Leitung unterstellt würde.

Die Gemeinschaft lehnte nun die Einsetzung des am 29. September eingesetzten früheren Erzbischofs von Aparecida, Kardinal Raymundo Damasceno Assis, als kommissarischen Leiter aufgrund „fundamentaler Formfehler“ ab. So sehe sich die Gemeinschaft, anders als im Vatikan-Dekret beschrieben, als „private Vereinigung von Gläubigen“. Eine solche sei rechtlich unterschiedlich zu beurteilen. Darum sei das Dekret aus Rom ungültig.

Die aus einer Abspaltung von der brasilianischen Gesellschaft zur Verteidigung von Tradition, Familie und Privateigentum (TFP) hervorgegangene Gemeinschaft sieht sich schweren Vorwürfen ausgesetzt. Dem Gründer Joao Scognamiglio Clá Dias (80) wird sexueller Missbrauch von jungen Frauen des weiblichen Zweiges in mehreren Fällen vorgeworfen. Zudem sind verbotene Videoaufzeichnungen von Exorzismen veröffentlicht worden. Anlass für eine apostolische Visitation 2017 waren weiterhin der Leitungsstil, die Anwerbung und Ausbildung neuer Mitglieder sowie finanzielle Unregelmäßigkeiten. Mittlerweile interessieren sich auch die brasilianischen Behörden für die Vorgänge.

Clá Dias stammte, wie viele seiner Anhänger, ursprünglich aus der brasilianischen Gesellschaft zur Verteidigung von Tradition, Familie und Privateigentum (TFP), einer katholischen Organisation, die sich vor allem dem antikommunistischen Kampf verschrieben hat. Zwei Jahre nach dem Tod des Gründers Plinio Correa de Oliveira wollte Clá, damals noch Laie, die Organisation in einen religiösen Orden umwandeln. Nachdem dieser Versuch scheiterte, verließ er die Organisation und gründete mit Getreuen 2001 die „Herolde des Evangeliums“, die als Internationale Vereinigung päpstlichen Rechts anerkannt wurde.

Anders als TFP gehören mit der Priestergemeinschaft Virgo Flos Carmeli auch Kleriker den Herolden an. Vier Jahre nach der Gründung wurden 15 Mitglieder zu Priestern geweiht, unter ihnen auch Clá Dias. Heute gehören 150 Priester zu den Herolden, wie der brasilianische Journalist Renato Murta De Vasconcelos schätzt. Der Gründer Clá Dias ist Ehrenkanonikus von Santa Maria Maggiore und Apostolischer Protonotar. Daneben gründete er auch einen weiblichen Zweig, die Vereinigung Regina Virginum. Sie haben inzwischen Mitglieder in mehr als 50 Ländern und ihre Zahl erreicht etwa 4 000 Gläubige.

Bis 2017 war Clá Dias Direktor der Herolde, wurde damals jedoch abgelöst, nachdem er des Missbrauchs eines Exorzismus beschuldigt wurde, den er ohne Erlaubnis des Bischofs durchführte. Daneben wurde ein Video eines Ordenskapitels bekannt, in dem ein Priester von einem Exorzismus berichtet, in dem der Name von Papst Franziskus, Jorge Bergoglio, fällt. Der damalige Obere Clá Dias, der sichtlich unter den Folgen eines Schlaganfalls leidet, sitzt mit im Raum. Der Priester berichtet: „Während des Exorzismus wurde der Dämon befragt, ob und wann Bergoglio sterben würde.“ Der Dämon soll geantwortet haben: „Das kann ich nicht sagen, aber es wird ein schrecklicher Tod sein.“ Abschließend wurden drei Flüche ausgesprochen, um den Tod des Papstes zu beschleunigen.

Kardinal Gerhard Ludwig Müller blickt nach einem Besuch im Mai differenziert auf die Gemeinschaft und mahnt trotz der Vorwürfe, die Charismen der Gemeinschaft zu respektieren. Kardinal Müller berichtet der „Tagespost“, dass die jungen Leute auf ihn einen gesunden Eindruck machten. „Interna kenne ich nicht und man muss auch nicht den äußern Stil mögen, aber die Verschiedenheit der Charismen respektieren. Das Kriterium ist, ob dies der Kirche dient zum Aufbau des Leibes Christi und nicht, ob das nach dem Geschmack der Ordenskongregation in Rom ist. Die kirchlichen Oberen sind die Diener der Kirche im Namen Christi und nicht Herren, die die Kirche nach ihren Privatideen umgestalten dürfen, ohne Rücksicht auf ihre Untergebenen, deren Brüder sie sind.“ Kritisch merkt der Kardinal an, dass „niemand so autoritär ist wie die sich selbst lobenden Liberalen.“

 

Arautos do Evangelho não reconhecem decreto que institui Comissário Pontifício
REDAÇÃO CENTRAL, 20 Out. 19 (ACI-digital).- A Associação Privada de Fiéis de Direito Pontifício Arautos do Evangelho expressou neste 19 de outubro que não reconhecem como Delegado Pontifício de sua instituição o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, renomado pelo Papa Francisco, pois “foi demonstrada a absoluta invalidez e inteira ilegalidade de tal Decreto” em razão de “erros fundamentais nele contidos”.

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Sonntag, 29. September 2019

Vatikan stellt „Herolde des Evangeliums“ unter Aufsicht

VaticanNews, 28.9.2019
Vatikan stellt „Herolde des Evangeliums“ unter Aufsicht
Der brasilianische Kardinal Raymundo Damasceno Assis wird in Zukunft über die neue geistliche Gemeinschaft „Herolde des Evangeliums“ wachen. Das hat die vatikanische Ordenskongregation am Samstag bekannt gegeben. 2017 hatte der Vatikan eine Untersuchung der in Brasilien gegründeten Vereinigung angeordnet.

Mit der Billigung von Papst Franziskus wird die internationale Gemeinschaft mit ihren beiden Zweigen, dem männlichen und dem weiblichen, unter Aufsicht gestellt. Angaben aus dem Vatikan zufolge kamen im Zug der Visitation eine Reihe von Mängeln ans Licht. Sie betrafen die Art der Leitung, den Lebensstil der Oberen, die Berufungspastoral, die Ausbildung neuer Angehöriger, die Verwaltung der Werke und die Beschaffung von Ressourcen.

Die „Herolde des Evangeliums“ sind eine internationale Gemeinschaft päpstlichen Rechts, die sich der Neuvangelisierung verschrieben hat. Ihr Angehörigen leben zölibatär in Häusern nach Männern und Frauen getrennt und tragen bei ihren Feiern braunweiße Gewänder im Stil mittelalterlicher Ritter. Papst Johannes Paul II. hatte die Vereinigung, der Kleriker und Laien angehören, 2001 als erste geistliche Bewegung des dritten Jahrtausends kirchlich anerkannt. Die beiden daraus entstandenen Gesellschaften des apostolischen Lebens erhielten die päpstliche Anerkennung 2009 im Pontifikat von Papst Benedikt XVI.

Entstanden in Brasilien
Der Gründer der „Herolde des Evangeliums“ ist der brasilianische Priester João Scognamiglio Clá Dias. Er gehörte zuvor der brasilianischen traditionalistischen katholischen Vereinigung TFP (Tradition, Familie und Eigentum) an, die sich später aufspaltete. Aus dem unabhängig gewordenen Zweig entstanden die „Herolde des Evangeliums“.

Wie in ähnlich gelagerten Fällen verstehe sich die Entscheidung des Heiligen Stuhls, die Gemeinschaft unter Aufsicht zu stellen, nicht als Strafe, sondern als Hilfestellung zur Lösung von Schwierigkeiten, hieß es aus dem Vatikan.

Eigenen Angaben zufolge ist die Vereinigung in 78 Ländern der Welt vertreten und umfasst vorwiegend junge Menschen. Zwar legten die Mitglieder keine Gelübde ab, sie versuchten aber, die drei evangelischen Räte Keuschheit, Armut und Gehorsam „in all ihrer faszinierenden Reinheit zu praktizieren“, heißt es auf der Webseite der „Herolde des Evangeliums“.


Kathpress, 28.9.2019
Vatikan: Kommissarische Leitung für "Herolde des Evangeliums"
Papst beauftragte Kardinal Assis mit kommissarischer Leitung der aus Brasilien stammenden geistlichen Bewegung
Vatikanstadt (KAP) Der Vatikan hat die aus Brasilien stammende geistliche Bewegung "Herolde des Evangeliums" einer kommissarischen Leitung unterstellt. Wie der Vatikan am Samstag mitteilte, beauftragte Papst Franziskus damit den früheren Erzbischof von Aparecida, Kardinal Raymundo Damasceno Assis. Die Entscheidung folgt einer gut zweijährigen Untersuchung der 2001 gegründeten Gemeinschaft.

Anlass für die im Juni 2017 begonnene Visitation waren unter anderem Unzulänglichkeiten beim Leitungsstil, bei der Anwerbung und Ausbildung neuer Mitglieder sowie finanzielle Unregelmäßigkeiten. Durchgeführt wurde die Untersuchung von der vatikanischen Ordenskongregation in Zusammenarbeit mit der Behörde für Laien, Familie und Leben.

Die 2001 gegründeten "Herolde des Evangeliums" (Arautos do Evangelho) sind eine Vereinigung päpstlichen Rechts. Ihre zölibatär lebenden Mitglieder widmen sich nach eigener Aussage der Neuevangelisierung, also der Verkündigung der christlichen Botschaft in eher säkularem Umfeld. Äußerlich erkennbar sind sie an braun-weißen Kutten, die mit einem rot-weißen Lilienkreuz auf der Brust an mittelalterliche Ritter erinnern.

Gründer der Herolde ist der Brasilianer Joao Scognamiglio Cla Dias (80). Cla Dias war in Brasilien lange in der traditionalistisch-katholischen "Gesellschaft zur Verteidigung von Tradition, Familie und Privateigentum" aktiv. Anfang Juni 2017, kurz vor Beginn der vatikanischen Untersuchung, trat er von seinem Amt als Generaloberer zurück.

Aus der ersten Gemeinschaft gingen 2009 zwei zusätzliche Zweige hervor: die Gesellschaft klerikalen apostolischen Lebens "Virgo Flos Carmeli" sowie die Gesellschaft weiblichen apostolischen Lebens "Regina Virginium". Für die kommissarische Leitung dieser beiden Zweige stehen Kardinal Assis der Weihbischof von Brasilia, Jose Aparecido Goncalves de Almeida, und die brasilianische Ordens-Generaloberin Marian Ambrosio zur Seite.


Religion.orf.at, 30.09.20219
Kommissarische Leitung für „Herolde des Evangeliums“
Der Vatikan hat die aus Brasilien stammende geistliche Bewegung „Herolde des Evangeliums“ einer kommissarischen Leitung unterstellt. Die 2001 gegründeten „Herolde des Evangeliums“ (Arautos do Evangelho) sind eine Vereinigung päpstlichen Rechts.

VEJA, 10/10/2019
EXCLUSIVO: o depoimento que fez Vaticano intervir nos Arautos do Evangelho
Práticas heterodoxas como ordenações de sacerdotes sem formação e exorcismos no nome do fundador chamaram a atenção de Roma

Die Aussagen, die den Vatikan zur Intervention bei den Herolden des Evangeliums veranlassten
Heterodoxe Praktiken wie Priesterweihen ohne Ausbildung und Exorzismen im Namen des Gründers zogen die Aufmerksamkeit Roms auf sich. 

Seit Ende September steht die brasilianische katholische Gruppe "Herolde des Evangeliums" unter der Leitung des Vatikans. Dies ist das Ergebnis eines 2017 eingeleiteten Ermittlungsverfahrens. Der Auslöser war die Verbreitung eines Videos, in dem Mitglieder der Gruppe heterodoxe Exorzismus-Rituale durchführen, die sich von den von der katholischen Kirche genehmigten Ritualen unterscheiden. In dem Dokument, das der Heilige Stuhl am 28. Dezember letzten Jahres veröffentlichte, heißt es, dass die Gründe für die zahlreichen Besuche Roms in der Zentrale der Herolde und ihren Zweigstellen in Brasilien sowie für die Entscheidung, bei dieser katholischen Vereinigung zu intervenieren, unter anderem in "Mängeln im Regierungsstil, im Leben der Ratsmitglieder, in der Berufungspastoral, in der Ausbildung neuer Berufungen und in der Verwaltung (...)" liegen. Aus all diesen Gründen hat der Vatikan einen Kardinal bestimmt, der die Arbeit der Herolde begleitet.

VEJA hatte exklusiven Zugang zu dem Zeugnis eines ehemaligen Mitglieds der Herolde des Evangeliums, das in den Akten der vom Heiligen Stuhl geförderten Untersuchung auftaucht und das zusammen mit anderen Berichten, die die wichtigsten Punkte des Zeugnisses bestätigten, zu dem Eingriff in die Gruppe führte. Die Heralds wurden 2001 von dem Brasilianer João Scognamiglio Clá Dias - bekannt als Monsignore João Clá - mit päpstlicher Genehmigung gegründet. Die Gruppe, die sich durch ihren braun-weißen Habit mit einem großen Kreuz auf der Brust auszeichnet, das an die Kostüme mittelalterlicher Ritter erinnert, ist aus der alten Gesellschaft zur Verteidigung von Tradition, Familie und Eigentum (TFP) hervorgegangen, einer rechtsextremen traditionalistischen Bewegung, die 1960 in São Paulo von Plinio Corrêa de Oliveira gegründet wurde.

In der Erklärung, die dem Vatikan übergeben wurde, erzählt der Ordensmann, dass die Verkünder des Evangeliums zwar öffentlich einige für die TFP typische Symbole und Aktivitäten (darunter die heftigen öffentlichen Kampagnen gegen den Kommunismus) aufgegeben und Beschlüsse des Zweiten Vatikanischen Konzils (wie die Messe vor den Gläubigen und in der Landessprache anstelle von Latein) und den Gehorsam gegenüber dem Papst akzeptiert hätten. Aber dennoch hat die Bewegung einen stark ultrakonservativen Tenor, der die Figur eines jeden Papstes - insbesondere Franziskus - ablehnt und übermäßig an den Figuren des Gründers Plinius (PCO) und Monsignore João Clá Dias (MJC) selbst hängt, der als der wahre Papst gilt. "Am Tag des Konklaves, bei dem Franziskus gewählt wurde, am 13. März 2013, lud MJC seinen Klerus ein, an diesem Ereignis live in seiner Privatwohnung in São Paulo teilzunehmen. Als das Ergebnis bekannt gegeben wurde, war die Reaktion von ihm und allen Anwesenden äußerst unangenehm und angewidert und kommentierte, dass der Auserwählte, "Bergoglio", "noch schlimmer" als Johannes XXIII. und Paul VI. sein würde", sagt der Ordensmann, der behauptet, dass Clá Dias nie die Autorität von Johannes Paul II. oder Benedikt XVI. akzeptiert habe.

Sonntag, 6. Januar 2019

Papst Benedikt XVI. empfing die Herolde

Benedikt XVI. empfängt die Herolde des Evangeliums am 13.4.2018

 I Tre Amori Bianchi, 5.1.2019
Benedetto XVI riceve gli Araldi del Vangelo
Quando Benedetto XVI salì al Soglio Pontificio, i vincoli che gli Araldi del Vangelo e il loro fondatore avevano con il Successore di San Pietro diventarono indissolubili. In recenti visite a lui in Vaticano, è stato possibile confermare la forza di questa unione di persone e di missione.

Als Benedikt XVI. den päpstlichen Thron bestieg, wurden die Bande zwischen den Verkündern des Evangeliums und ihrem Gründer und dem Nachfolger des Heiligen Petrus unauflöslich. Bei unseren jüngsten Besuchen im Vatikan konnte er sich von der Stärke dieser Verbindung von Mensch und Mission überzeugen.